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CANGUARETAMA 2403

Sat, 16/Mar/24


Faz tempo desde dessas gravações, então não lembro de muita coisa específica, mas acho que mesmo assim eu não poderia deixar de escrever.

A principal referência, ou melhor: inspiração, aqui foi documentário Baraka - que aliás foi onde encontrei o meu primeiro nome “Bromo” - acho a palavra “inspiração” mais adequada nessa situação porque fica evidente as distinções em múltiplos aspectos, porém, ao mesmo tempo, não elimina o espaço para as evidentes semelhanças principalmente na maneira de se expor a história.

Com exceção do momento que começa ali no 7:22 tudo foi gravado em uma tarde de sábado, o tal registro que não foi capturado nesse momento foi registrado durante parte da manhã, e a edição foi feita ou no próprio sábado ou no sábado e em parte do domingo.

O que regeu tudo de relevante aqui durante as capturas foram totalmente em muito inconsciente, o desvio só ocorria para o aperfeiçoamento de alguns elementos terciários e muito raramente resvalando em um secundário, quando cheguei em casa e comecei a explorar os resultados descobri que uma narrativa se formava.

Sei que pode parecer loucura falar que tem realmente uma narrativa no CANGUARETAMA 2403, porém, ao menos no meu ver, existe sim e de maneira clara. Acredito que parte do poder dessa maneira de usar a filmagem como mídia é justamente o aproveitar desse espaço deixado para a interpretação de quem assiste, tendo isso somado a uma tendência ao uso da interpretação do(a) artista como algo a validar determinadas interpretações - que geralmente mais limitam a obra - me limito até aqui no expor o que vejo como história contada nesse filme.

(texto escrito no dia 04/03/2026)