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Falso dia 01

Fri, 27/Feb/26

Nesses últimos dias eu me acelerei para tentar terminar mais coisas e: fiquei mais cansado, consegui terminar menos coisas e fiquei adoentado. Acho que aquele eu que escreveu sobre intenção e maior cuidado com as tarefas do dia estava certo. Porém, apesar dessa lamentação, o Canguaretama ∞ não ficou totalmente parado e é sobre isso que vamos falar aqui (publiquei um journaling sobre a questão adjacente).


Apesar de ser o primeiro dia de log esse não é o primeiro dia do projeto, ele tem origem ali na noite do dia 23/02/26, o objetivo aqui é simples: completar múltiplas vezes o ciclo completo de produção de uma cena para que assim eu obtenha uma maior fluidez na parte de renderização na unreal engine. O número de cenas a serem feitas vão ser 8 pelo simples motivo: eu gosto do número 8 kkkkkk.

Logo depois de começar a escrever sobre no diário me veio a ideia de talvez usar Canguaretama como referência base e do ∞, de alguma maneira eu ainda queria fazer algo além do CANGUARETAMA 2403 envolvendo Canguaretama (cidade onde nasci e cresci) mas não me sentia preparado para nada que parecesse minimamente interessante, então quando comecei a refletir sobre as 8 cenas e a poética envolvida em usar a cidade como referência e virar o 8 resultando em algo como “8 partes de um infinito de possibilidades” me pareceu ser algo que valia a pena se fazer.

Por enquanto ainda não sei todos os locais que vão servir de referência direta, a maneira que vou encontra-lós segue, em partes, a mesma abordagem base da produção das cenas. No final das contas essa série vai ter bem mais que 8 imagens e não vão se limitar só ao 3D. A filosofia base que estou seguindo no projeto segue de certa maneira a forma de fotografia do Daidō Moriyama - a origem da ideia primordial do projeto veio dai (se quiser entender um pouco mais sobre o processo dele o livro “Daido Moriyama: Como eu faço fotos” é uma boa, o nome deixa isso claro né kkkkk).

Até agora só sai para fotografar em um dia, nisso me vieram três fotos que realmente me tocaram e uma outra que também gostei, o que faz as coisas mais “complicadas” é que cada uma das três fotos que mais me pegaram são de escopos distintos. Isso me faz pensar em abraçar de vez a ideia de trazer mais de 8 imagens finais, dividir o núcleo principal em dois e em cada um deles sim ter 8 histórias sendo contadas, como se cada lado do ∞ contivesse 8 histórias (um fractal). A divisão seria entre casas e construções públicas.

Por agora vou continuar trabalhando na primeira casa, o tempo vai mostrar o melhor caminho.

Casa 01

Casa 01

Parte interna da casa 01

Parte interna da casa 01

Igreja central da cidade

Igreja central da cidade

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