O tempo faz com que aproveitemos melhor as situações
Wed, 11/Feb/26
As coisas se complicaram muito rapidamente, obviamente não foi algo só de hoje, porém, as coisas vão se acumulando e o transbordar é inevitável caso a atenção devida não seja dada a tempo. O pensar e desaceleração do que estou fazendo vai ser necessária, acho que por pouco tempo mas ainda sim necessária.
Pode parecer algo de todo ruim entretanto já é uma evolução perante o eu de alguns meses atrás, anteriormente em um momento assim um novo projeto seria começado e continuaria rodando até chegar nesse mesmo ponto e dar espaço para o recomeço desse ciclo.
O principio da minha percepção dessa situação hoje veio quando, no trabalho (atualmente cumpro meio período como atendente de caixa na loja do meu pai), comecei a pensar sobre o que faria pós almoço e, apesar do ânimo, tudo parecia desconexo, um tanto sem sentido, despropositado (saber que ninguém está lendo isso me faz escrever coisas que geralmente só ficariam no meu diário kkkk). Mesmo sabendo que faz sentido, tendo um carinho pela Clarissa (protagonista do Tchibus), sabendo do quão bom vão ser os frutos de um trabalho em algum estúdio e etc as coisas parecem estranhas.
Já fazem um pouco mais de três anos e meio que estou estudando 3D e um pouco menos desde que terminei o ensino médio, todo esse tempo com pouquíssima socialização tem seu preço. A esperança de que vou poder ficar mais próximo das minhas amizades, que vou encontrar novas e que não vou precisar estar submetido a opressão da solidão acompanhado são talvez as única coisa que realmente me faz continuar.
Um pouco depois de escrever fui assistir o filme “Tokyo-Ga” do Wim Wenders, não consegui assistir muito porque logo chegaram na sala pedindo para mim sair porque queria botar o jornal na TV enquanto passavam por infinitos vídeos curtos no celular. Vim para o computador fui ver o que encontrava ao pesquisar em Russo o nome do Ilya Repin e lembrei um vídeo do Serghaz, fui reve-lo.
Apesar de ter inicialmente pensado no 2D quando falei sobre arte a alguns dias acho que pelas circunstancias psicológicas do momento o melhor vai ser fazer uma mudança para a escultura, toda vez que eu começo a ver algo sobre uma vontade muito forte me vem de começar a estudar sobre mas toda vez acabo abandonando por causa de algum projeto - lembra do ciclo? - que toma o meu tempo.
A poucos dias, no mesmo em que fiz o primeiro desenho que aqui relatei, um amigo - o Clemente - me enviou um link da pré-venda de uma escultura, talvez esse tenha sido o gatilho final para o retorno da minha vontade de explorar essa área; amanhã de manhã vou retornar aos estudos de escultura, fazer algo em 2D no meio disso é um tanto provável porque me interesso, porém, o foco vai ser alterado para a escultura.
Infelizmente já faz mais de um ano desde a última vez que fui no Instituto Ricardo Brennand - sempre que vou lá sinto algo diferente, poucos lugares fazem o mesmo comigo, agora em março vou tentar ir mas não sei se vai dar certo - toda vez que lá vou a vontade de esculpir vem com toda força, o papel de parede que uso no computador e minha foto de perfil no whatsapp são literalmente fotos de esculturas de lá. Iria ser interessante na próxima vez que eu for estar conseguindo fazer algo relacionado a escultura, apesar disso não ter nada de exatamente relevante para a visita a minha percepção das coisas seria diferente e emocionalmente acho que seria divertido.
Vou começar a levar mais a sério o ponto de tratar o Tchibus como trabalho, isso vai fazer bem tanto para o projeto quanto para mim, deixar com a escultura e fotografia (algo que não venho pondo muito em prática atualmente) a “responsabilidade” de suportar meus impulsos artísticos mais intensos parece ser o melhor para o momento. Apesar do escopo até acho que os jogos conseguem suportar isso de certa forma, entretanto agora não acredito que eu esteja preparado para tal aventura, ainda me falta muita maturidade e creio fortemente que a união entre tempo, prática de outras técnicas e a experiência de estar sob a direção de outrem em um estúdio vai me trazer essa possibilidade para o futuro.
Uma das coisas que penso ser fundamentais para o uso da mídia intitulada “jogo” dessa maneira é justamente a compreensão dela como mídia e não apenas como um jogo jogo, a alguns anos um avanço foi feito nessa direção com os Walking Sims mas ainda acho que as fronteiras estão pequenas e muito podem se expandir; essa é literalmente a mídia tecnicamente mais completa que existe, tal fato possivelmente é ao mesmo tempo sua dadiva e maldição.
Muito obrigado por ter lido até aqui, como sempre esse é o meu endereço de e-mail: dumont@bromo.art.br caso você queira me enviar alguma mensagem. Por um tempo ainda vou deixar o e-mail como único ponto de interação aqui mas já estou vendo a possibilidade de implementar um caixa de comentários, inicialmente imaginei não ser possível por estar usando o GitHub pages para hospedagem mas felizmente parace que eu estava errado, então, possívelmente no futuro uma caixa de comentários venha a estar presente nas publicações.
Até uma próxima!
Lembre-se: Apesar de tudo a vida é bela!
