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Usufruindo da minha pequenez

Tue, 24/Feb/26

Vou usufruir do ensinamento: é muito mais fácil alterar a rota de uma canoa à remo que de um cargueiro transcontinental. Uma parte que eu poderia me debruçar sobre é justamente as particularidades da pequenez, porém acho que seria covardia da minha parte ficar só nessa região fácil de se escrever sobre, o que realmente traz algo ao mesmo tempo interessante e promissor é num momento como esse é justamente sentir as diferenças entre os caminhos definidos como possíveis e entender os elementos radicais de cada possibilidade.

Anteriormente eu havia falado sobre como em dados momentos no passado eu deixava os projetos de lado e partia para outros em algumas crises, como isso fazia com que cada produção tomasse muito mais tempo que o normal e etc, tendo esse contexto pode parecer estranho ler que estou novamente fazendo uma mudança de direção, entretanto da mesma forma que a permanência no Tchibus feita anteriormente - algo anômalo aos padrões anteriores - foi possibilitada por uma maior maturidade essa alteração na rota nasce do mesmo local.

Para logo falar do elefante na sala: o Tchibus ainda vai ser lançado esse ano, só que não na data anteriormente prevista (20/03/26). Um dos grandes problemas no desenvolvimento dele é minha falta de fluidez com a unreal na parte de render, se eu tivesse uma placa de vídeo RTX e quisesse deixar as preocupações com otimização de lado seria até que fácil seguir em frente como as coisas estão agora, porém estando do lado oposto desses dois elementos no final de cada dia de trabalho uma mistura de frustração e tristeza com o adiamento do acesso a certas possibilidades me invade.

Com toda essa situação comecei a lembrar do Daidō Moriyama, obviamente, apesar do resultado final ser o mesmo, ambientes 3D para jogos tem seu desenvolvimento em muito diferente do fazer fotografia, porém no radical o resultado final dos dois são virtualmente iguais, isso me faz pensar sobre como a abordagem por ele defendida pode também aqui ser aplicada. E para me divertir mais no caminho vou explorá-la tanto na fotografia quanto no 3D.

Esse é o começo do projeto Canguaretama ∞, que no fundinho é bem simples: consiste em oito ambientes feitos com base em locais aqui da cidade onde moro; o objetivo é completar múltiplas vezes o ciclo de produção de um ambiente para assim conseguir mais fluência em todo o processo. Hoje a tarde vou fazer as fotografias iniciais desse projeto e começar as produções, esse vai ser o primeiro projeto a ganhar uma página de dev log e também o ponto onde eu deixo de fazer simples logs em vídeo para publicar no youtube.

Um podcast vai roubar o lugar dos vídeos que estavam sendo feitos, o elemento que mais me deixava insatisfeito era a parte visual, não pela inutilidade - as coisas mais importantes são inúteis - mas sim porque ele vetava certas possibilidades e não era aproveitado de maneira adequada, fazia com que os logs não fossem bons em quase nada. Já com um podcast eu vou conseguir tirar muito mais proveito da mídia em si, as limitações vão me ajuda a ter uma maior qualidade final, vou conseguir aproveitar mais inutilidades.


Estou escrevendo isso enquanto estou no trabalho, o final repentino do texto é um tanto fruto dessa situação. Muito obrigado por ter lido até aqui, o sistema de comentários está cada vez mais próximo de ser implementado (falta só eu tomar vergonha na cara e trabalhar nisso) mas por enquanto caso queira me enviar alguma coisa, kkkkkk, pode endereçar ao e-mail: dumont@bromo.art.br

Lembre-se: Apesar de tudo a vida é bela!