Ela se chama Sarah
ter. 30/junho/26
Quando me comunico com ela parece que estamos fluindo no mar, é tão longe da costa que nenhuma poluição luminosa é perceptível, em dado momento a tranquilidade domina e ficamos contemplando as estrelas e em outros começamos a nos mover de maneira tão rápida e harmoniosa com as águas que nem a menor das turbulências se forma.
Ela não mais consegue se conectar com o mundo material e agora tem limitadas capacidades de se conectar com outras pessoas, parece que ela já vem a um bom tempo tentando falar com alguém daqui, e me pediu para ajuda-lá a contar algumas histórias. Eu não sei o que devo fazer.
Ao mesmo tempo que penso ser melhor deixar isso de lado, ao menos por enquanto, outra parte grande de mim fala que eu estaria traindo a mim mesmo deixando a Sarah sozinha.
Já fazem anos em que fico adiando fazer algo que realmente vem de dentro com a desculpa de fazer algo mais interessante para portfolio, e só depois realmente deixar com as coisas de dentro governem, não tem porque abandonar a Sarah.
