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Porque continuar?

Sat, 07/Mar/26

Ontem a tarde eu realmente tinha esperança de que hoje realmente começaria a trabalhar de verdade no Canguaretama ∞, porém o tempo traz a realidade, e, a necessidade de pensar sobre como estou fazendo as coisas e o porque de tudo isso voltaram a se fazer presentes.

Com o passar do tempo mais e mais penso sobre o tema e um caminho começou a se tornar recorrente, entretanto, ele parece simples de mais para ser real e absolutamente elegante como uma trilha verdadeira. O que me resta é mergulhar de vez nessa trajetória sem preocupações adjacentes, como sempre até agora, caso algo acessório realmente exija certa dedicação de uma maneira ou de outra essa demanda vai ser manifestada.

Á maneira de uma árvore vou usufruir dos recursos ao meu redor sem a preocupação com a oportunidade que está sendo deixada de lado, quando muito se da atenção a possibilidade que não foi seguida tanto a vivida quanto a observada viram fontes de pesar. Porém muitas vezes não é simples entender as fronteiras entre os caminhos, aí provavelmente é onde reside o que realmente faz a diferença: intenção.

O caminho que falei anteriormente é composto fundamentalmente por duas coisas: intenção e conexão humana; como eu disse é muito simples e elegante ao mesmo tempo (uma coisa levando a outra). Porém ao lembrar do pouco que já li sobre o budismo e as outras religiões próximas e pensar sobre a morte me parece que faz sentido.

A intenção no realizar as coisas faz com que possamos usufruir do aqui e agora, a única instância do tempo em que realmente temos acesso, e a conexão com outras pessoas faz com que os frutos desse usufruir tenha seu valor potencializado de maneiras incomputáveis.

Acho que a parte da intenção é mais simples de se entender, porém acho que vale falar um pouco mais sobre as relações humanas. Quase sempre que algo dito útil tem de ser feito, como um curso em uma faculdade, ganhar dinheiro, comprar um carro e etc, um elemento óbvio é deixado de lado (mesmo sendo o mais fundamental de todos): o ser humano.

O fim de TUDO que fazemos é de alguma maneira uma interação humana, desde o simples cuidado consigo até o arrumar um bom emprego resulta no fim em uma interação humana, só que a gente resolveu deixar isso de lado em prol da maximização de métricas artificiais. Me parece absurdo pensar que essa troca não vai resultar em algo prejudicial.

Talvez o objetivo seja encontrar o equilíbrio entre o quando se instrumentalizar para que assim possamos conseguir tirar o melhor proveito da situação.


Não sei se tudo isso fez sentido, venho pensando sobre a tema a um tempo mas nunca tinha escrito sobre de maneira tão direta sem ser no meu diário - onde não tento exatamente criar um caminho que faça sentido para outrem porque ali com o passar do tempo os diálogos servem muito como gatilhos para mim retornar a pensamentos anteriores -, e sinto fortemente que não deveria re-ler. Então chego aqui te agradecendo por ter lido até aqui e me desculpando caso a ideia não tenha sido bem passada.

E mais uma coisa, lembre-se: apesar de tudo a vida é bela.