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Tempo e erros

Mon, 30/Mar/26

Depois da procrastinada do dia 25/03/26, apesar da falta de publicações aqui, eu trabalhei bem no Passaporte, o segundo asset - uma chaleira com seu suporte de chão - está com sua malha praticamente finalizada e toda a produção anda bem, ontem e hoje não trabalhei diretamente para avançar nesse asset mas isso já estava previsto no calendário.

Então logo respondendo a pergunta: porque eu não escrevi os logs se eu estava trabalhando? preguiça.

O que vim falar sobre hoje é algo que, de uma forma ou outra, está entrelaçado não só no Passaporte como em tudo que faço: a maneira de se lidar com o tempo e os erros.


Hoje mais cedo eu vi uma entrevista como o Tony Tornado, o cara vai fazer 96 anos agora em Maio e está não só atuando como também cantando. Apesar de não achar que realmente vou chegar aos 96 anos ver que BR-3 é de 1970, quando tinha 40 anos, me fez relembrar o quanto acabamos tendo uma percepção muito distorcida do tempo.

Fazer faculdade no “tempo certo”, começar a namorar, casar, ter filho(a) antes de tal idade e etc; botar data para as coisas pode talvez ser o que mais atrapalha o curso da consumação das mesmas. Talvez o que ajude nesse processo seja ao mesmo tempo sempre lembrar-se da morte e respeitar o acontecimento das coisas vivendo o aqui e agora.

Algo que passa desapercebido quando limitamos nossas referências ao que se pode encontrar na internet por meios primários é a quantidade de pessoas com domínio absurdo de suas respectivas atividades, até o momento ainda não consegui explorar o bastante disso para realmente falar a fundo (esse é um estudo que pretendo realizar nos próximos anos), porém, o que me parece ser uma possível explicação para esses acontecimentos é a maneira com que muitas dessas pessoas chegaram a realizar suas respectivas atividades.

Diferente da gente que geralmente pensa em seguir um determinado caminho cheio de referências e com todo um ecossistema gigantesco em volta pensando no melhor momento para isso, para aquilo e tendo métricas bem definidas para aferir uma penca de coisas muitas dessas pessoas realizam suas atividades por herança familiar, porque quando pequeno(a) gostava de ir a uma oficina e lá aprendeu o oficio ou algum outro caminho semelhante.

O trajeto foi seguido com o auxílio de um(a) mestre(a), as habilidades se construindo com o tempo usando como base na experiência de um(a) guia, não se comparando com centenas de pessoas nem fazendo mudanças de rota a cada mudança de mercado, mas sim seguindo um caminho de aprendiz, construindo algo junto a(o) mestre(a).

Isso me faz pensar sobre como mesmo quando não conseguimos estar na condição de aprendiz ainda podemos seguir de certa maneira uma base desse caminho: seguir uma trilha sem muitos desvios por motivos adjacentes. Ao mesmo tempo que escrevo isso me recordo de ouvir a Sula Moon falar em uma live sobre a estratégia de não ouvir música e dar mais atenção a cada pincelada nos estudos de pintura, ela estava comentando que isso ajudava muitas pessoas a evoluírem mais rapidamente; se pensarmos um pouco fica fácil notar a semelhança nas ideias basais.

Acho que seguir uma trilha com atenção, intenção e sem muitos desvios no desenvolvimento base, talvez seja uma maneira de não se perder no meio do caminho.


Muito obrigado por ter lido até aqui, mas, como outrora também não sei se esse texto fez muito sentido e não vou reler completo porque… o informado ate aqui já é o bastante.

Se não fez sentido por agora talvez faça no futuro.

Lembre-se: Apesar de tudo a vida é bela!