Vish, procrastinei
Wed, 25/Mar/26
Te falar que apesar de tudo hoje ainda foi um dia interessante, no começo da tarde dei uma procrastinada porque tava querendo adiar o drama de fazer a malha do novo prop do Passaporte mas acabei que dei início e avancei um tanto bom, porém, no final da tarde já tinha voltado a navegar pela internet.
Diferente dos outros dias com procrastinação, mas sendo uma consequência deles, hoje comecei a pensar um tanto sobre o motivo disso tudo, agora não mais na parte prática como naquele outro texto e sim na parte poetica. No começo do projeto Passaporte essa parte já tinha sido deixada mais de lado, a proposta aqui é montar um portfólio que evidencie minha capacidade técnica e não necessariamente poética, entretanto quando eu penso um pouco sobre o primeiro asset já parece que naturalmente eu me mantive abraçado com o que deveria ser o ponto a receber menos atenção.
Evidente que aquele pente não conta uma história absurda nem nada, só que eu também poderia só ter feito uma réplica digital da referência que encontrei e não ter usado um Tucunaré como base; a escolha desse peixe veio do impulso que já me é natural de trazer o que me construiu para minhas peças, não tem como eu tirar esse ponto das minhas produção e tentar deixá-lo de lado só iria trazer mais atrito desnecessário para todo o processo.
O caminho que me parece mais viável aqui é deixar essa parte, que já me é tão natural, simplesmente influenciar o processo como ela desejar, fazer da ideia base do projeto como um guia e deixar que o caminho seja seguido de maneira intencional mas não deixando com que os sussurros da alma sejam suprimidos.
